“Desculpa”, ele sussurrava para si mesmo, não lembrava mais o significado daquela palavra, mas pelo visto era a sua preferida. Agarrava-se a ela como se fosse parte dele, como se fosse a única coisa que não fosse embora. Mal percebia que estava pedindo desculpas a si mesmo, com medo de ficar sozinho.”
“Das história mais fascinantes que um dia vivi, a nossa foi a mais intrigante. Foram tantos pontos finais colocados nela, que se tornaram reticências…”
“Esses dias eu ando precisando de um daqueles amores de cinema, bem clichê, onde qualquer final que haja nele seja estupidamente feliz.”
“Ela não vai voltar para você. Ela não vai abrir a porta sorrindo pedindo desculpa por ter ficado 2 anos longe de você. Ela não vai te ligar só para saber como você está. Talvez ela nem esteja sentindo sua falta. Talvez ela até tenha achado outro alguém, quem sabe até melhor que você, que a faça mais feliz. Acorda. Para de ficar remoendo vocês dois. Para de fingir que tá tudo bem, porque não tá. Começa a sentir. Sente a dor da ausência dela, sente essa solidão que vem te preenchendo. Tenha uma overdose dela. Pense nela por um dia inteiro, reveja fotos antigas, sinta o cheiro dela, apenas não esqueça que amanhã vai ser outro dia sem ela e que se não te matou hoje, então não irá te matar no próximo dia.”
“Eu não vou fazer você ficar. Não dessa vez. Não vou ficar sentado na poltrona da sala esperando por você no meio da noite. Não vou mais deixar mais tua foto em cima da minha cabeceira. Te desprendi de mim e foi como se eu pudesse sentir meu próprio cheiro pela primeira vez. Como se eu pudesse caminhar com meus próprios pés para qualquer direção, sem nem ao menos olhar para atrás.”
“Deveria ser nós dois ali sentados naquelas poltronas de cinema sendo protagonistas de nossa próprio romance. Deveria ser a gente sentados naquele restaurante, escrevendo promessas em um guardanapo, prometendo um ao outro que não partiríamos na manhã seguinte. Principalmente, deveria ser eu e você olhando para os prédios da nosso apartamento, pagando as contas, brigando por besteiras só para podermos nos reconciliar e irmos assistir filme embaixo da coberta. Deveríamos ser tanta coisa, deveríamos ter feito muitas coisas, mas simplesmente partimos antes mesmo que o dia terminasse. Nos tornamos saudades.”
“Então você me vem com essa história de que vamos ser um casal diferente. Nada de chatices como filmes para tirar o tédio de domingos, jantares nos mesmos restaurantes ou até mesmo que iriamos trocar o jantar pelo café da manhã, viajar para os lugares mais exóticos, enfim, você nos queria jovem para sermos eternos em todos esse momentos. Porém, não importava o quão inusitada você queria que nossa vida fosse, no final, o que sobrava eram essas chatices que todos os casais passavam, caímos em rotina mesmo brigando com nós mesmo a cada dia para termos um pouco de eternidade. Sabe, Querida, enfeitamos nosso laço nunca foi o mais bonito, apenas tinha o completo perfeito da gente, mas a linha não foi forte o suficiente para nos segurar. Nos tornamos fiapos de nós dois e, para infelicidade do nosso eterno, não há agulha que nos junte novamente.”
“Sabe eu preferiria que você tivesse me socado no estômago, dado um chute entre minhas pernas, um tapa na minha cara ou até mesmo me arrancasse um dente, ao invés de levar todas as minhas músicas favoritas, minhas melhores tardes, as melhores perdas de tempo pensando em ti e meu gosto por livros. Juro para ti que suportaria qualquer uma dessas dores só para ter essas partes de mim de volta… Eu me quero de volta. Eu nos quero de volta.”
“Durmo todas as noites com a porta do quarto aberta… Faz frio, mas quem sabe um dia você volta… E nunca mais vou precisar vê-la fechar meu interior.”
Eu te esqueci. Não do jeito que queria ou do jeito que precisava. Te esqueci dentro de mim. Assim como aquelas flore que ainda estão embaixo de minha cama. Iria entrega-las para você, mas as deixei lá, não porque quis, mas porque as esqueci lá, assim como te esqueci aqui dentro. Essa sua presença deixada aqui dentro alimenta minha saudade todos os dias. E agora… Não me lembro mais como era a vida antes de você. (desesperançoso)
“A verdade é que nunca lhe disse muitas coisas. Nunca tive a coragem para dizê-las. Não sei se elas fariam alguma diferença. Talvez compreendesse melhor essa minha necessidade de ti. Ou apenas as trataria como um cigarro qualquer que tragou em uma tarde de domingo. De qualquer forma, o silêncio e a insegurança já as acomodaram. Apenas eles irão saber como te acho linda quando ri de uma das minhas piadas sem graça, como gosto de saber que você tem a forma exata do meu abraço ou até mesmo como me deixa fascinado quando dança sua música favorita. Me dilacera aos poucos saber que apenas eles irão compreender porque você nunca ouviu essas coisas de mim. Apenas eles.” (desesperançoso)